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Cláudio Osti

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Por Bragança de Pina

No Brasil há de tudo, inclusive debates que não são debates. O confronto entre os candidatos a presidente, que, propositalmente, não assisti, é a prova. Os sites noticiosos comentaram as trocas de farpas entre ambos. É assim, com um chamando o outro de ladrão e o outro retribuindo o adjetivo. As cores são diferentes, mas o ofício, tão corriqueiro entre as vossas excelências, é o mesmo. E, em casa, diante da TV, parte da população se diverte e a outra, corroída pela dúvida, questiona: em quem votar, no sujo ou no mal-lavado?

 Luiz Bragança de Pina é escritor, articulista, professor e mentor de roteiro cinematográfico.

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2 comentários

  • José Prestes

    Essa tese de que os dois candidatos são ladrões atende perfeitamente aos interesses do candidato da direita na tentativa de conquistar os votos do setor dos eleitores indecisos. A direita espera que o indeciso pense assim: “Se os dois são ladrões, vou votar pra mudar alguma coisa”. O problema é que esse eleitor pode não parecer que está interessado em pesquisar os fatos que justificam essa acusação. Desde a Lava Jato, comandada pelo juiz que virou ministro de Jair Bolsonaro, a direita carimba em Lula a pecha de ladrão. Mas isso nunca foi provado nem mesmo pelo juiz direitista. Tanto isso é verdade que ele condenou Lula por “ato de ofício indeterminado”, isto é, sem provas. Quanto a Flávio Bolsonaro, as provas de enriquecimento ilícito através de “rachadinha” e a compra de 16 imóveis com R$ 3 milhões em dinheiro vivo (não conheço uma única pessoa honesta que tenha comprado qualquer imóvel com um saco de dinheiro em espécie) são provas cabais de que sua ficha é bem suja, só falta ser carimbada por uma justiça parcial e morosa.

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