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Editor:
Cláudio Osti

Passou da hora de se levar a torcida do LEC a sério

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Torcida do Londrina Esporte Clube - foto Alvaro Ferreira
Torcedores no estádio Vitorino Gonçalves Dias, em Londrina – foto Álvaro Ferreira

Por Álvaro Ferreira

O Londrina Esporte Clube volta para a série C em 2027 pelas escolha do seu dono, Guilherme Bellintani. É o que se pode concluir depois de um ano tão desastrado.
A tragédia começa cedo, já em Janeiro desse ano, quando ele desmonta o time que subiu para a série B. O resultado imediato foi a perda do Paranaense dentro de casa para o Operário.

Sim, para o Operário.
Para o início da a série B montou um time modesto, e o desmontou ainda no primeiro turno do torneio (nunca vi isso e desconheço a lógica dessa operação). Ao tentar retomar o caminho no segundo turno, contratou atletas sem a mínima condição de vestir a camisa do clube. Resultado prático e previsível desde agosto: vai voltar para a série C depois de passar vergonha atrás de vergonha.

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No meio desse ano o diretor de futebol Paulo Assis e o CEO do LEC, Armando Chekerdemian, trocaram o clube por outras opções de trabalho. Dois gestores operacionais importantes abandonam o projeto e o CEO da Squadra parecia estar mais preocupado em prospectar um clube para comprar em Portugal, como cogitado ainda em 2025. É de se pensar, mesmo.
Contratou na temporada dois técnicos: o Ruim, que acabou desligado e substituído pelo Pior.
E penso que Bellintani conseguiu cometer um erro ainda pior que essa sequência amadora: simplesmente sumiu da cidade. Com isso, demonstra não ter a noção de que o maior ativo de sua holding não é a propriedade do clube ou os direitos de uso da marca Londrina Esporte Clube. É a paixão do torcedor pelas cores do Londrina. Essa torcida que levou o LEC a ter média de público de quase seis mil pessoas em 2025, depois de uma década com média de público em torno de 1500 torcedores. Tratar essa paixão com o desdém que tratou, dirigir um clube de futebol do interior do Paraná pelo WhatsApp sabe-se lá de que praia de Salvador – conjecturo – é sinal de pouca inteligência. E se não corrigir esse comportamento, não se engajar verdadeiramente com a torcida, não dialogar com a imprensa e os stakeholders locais, não volta para a série B tão cedo.
A história de Bellintani no Bahia é muito parecida com a desse ano no LEC. Sucesso no campo administrativo (e por aqui isso precisa ser elogiado, pois salários e obrigações estão em dia) com resultados esportivos quase pífios. Ele já deveria ter aprendido que seu forte não é a gestão esportiva. Ou contrata um gestor de futebol de fato competente, ou vai perder mais dinheiro do que está perdendo em 2026. Sabe-se tratar de pessoa séria. Mas o melhor dos executivos é o que aprende e corrige seus erros.
A torcida do LEC é sofrida, é apaixonada, mas não é trouxa. Já passou da hora de ser levada a sério.
Hoje, com esse time, estaríamos perto mesmo é da série D.

Álvaro Ferreira é jornalista, professor de jornalismo e articulista deste Portal

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2 comentários

  • Era uma vez.
    Em 30 anos o então vereador da alta renda cartorária alçou a vaga de vice prefeito de Antonio Casemiro Belinati, desistindo de sua postulação como pré candidato a prefeito pelo PTB, falecido também. Era 1996 e ele era o presidente da Câmara Municipal de Londrina.
    Daí deu no que deu.
    Foi definhando como político e agora fez um micro partido para si o Avante e levou os incautos vereadores de Londrina Giovani Mattos com 9080 votos e de novo derrotado e Anne da Ada que fez míseros 154 votos, acompanhado do neófito Rafael Ferreira, apenas filho do prefeito José Maria Ferreira que fez 9.135 votos.
    O todo poderoso dono do partido dirigido pelo seu filho Junior em Londrina fez a horripilante marca de 18.620 votos.
    De ex Deputado Federal a mero espectador da derrota que infringiu a sua filha Luisa Canziani quando a obrigou de mudar de partido do PSD para o nebuloso União Brasil – que ficou na suplência e abandona a vida agitada de Brasília onde até namorou um ex deputado mineiro que também foi derrotado esse ano – Marcelo Aro.
    Por falta de Adeus, vai um Foi Alex.

    • O que fará o cartorário Alex Canziani Silveira?
      Vai assumir como titular ou vai pleitear o do Registro de Imóveis de Luciano Godoy, que se licenciou para ser mero presidente da Cohab Londrina?
      Luisa Canziani vai trabalhar para o Google ou Meta?
      Será lobista das bigtechs ou Presidente da Sercomtel?

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